{"id":2979,"date":"2016-03-08T18:41:09","date_gmt":"2016-03-08T21:41:09","guid":{"rendered":"http:\/\/genomic.com.br\/portal\/?page_id=2979"},"modified":"2019-05-20T16:13:05","modified_gmt":"2019-05-20T19:13:05","slug":"ame-atrofia-muscular-espinhal","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/genomic.com.br\/portal\/ame-atrofia-muscular-espinhal\/","title":{"rendered":"<i>SMN1<\/i> \/ <i>SMN2<\/i> &#8211;  Atrofia Muscular Espinhal (AME)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Em mar\u00e7o de 2017 o American College of Obstetricians and Gynecologists emetiu duas opini\u00f5es interligadas (<a href=\"https:\/\/genomic.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/acog690_mar2017.pdf\">OP1<\/a>, <a href=\"https:\/\/genomic.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/acog691_mar2017.pdf\">OP2<\/a>) sobre o rastreamento de atrofia muscular espinhal (AME) na popula\u00e7\u00e3o (americana, tamb\u00e9m aplic\u00e1vel \u00e0 brasileira). A recomenda\u00e7\u00e3o espec\u00edfica referente \u00e0 AME diz: &#8220;O rastreamento de AME deve ser oferecido para todas as mulheres que pretendem engravidar ou que estejam gr\u00e1vidas&#8221;.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">A Genomic \u00e9 o \u00fanico laborat\u00f3rio no Brasil que quantifica simultaneamente (no mesmo ensaio) o n\u00famero de c\u00f3pias dos genes <em>SMN1<\/em> e <em>SMN2<\/em> presentes no genoma do indiv\u00edduo.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Os laborat\u00f3rios que realizam estudos do exoma n\u00e3o conseguem, por motivos t\u00e9cnicos inerentes ao m\u00e9todo, fornecer essa informa\u00e7\u00e3o. Ressaltamos que a AME \u00e9 uma das doen\u00e7as gen\u00e9ticas autoss\u00f4micas recessivas mais comuns em humanos, motivo pelo qual o American College of Obstetricians and Gynecologists se manisfestou agora.<\/span><\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrofia muscular espinhal (AME; <em>spinal muscular atrophy<\/em>) \u00e9 uma doen\u00e7a gen\u00e9tica autoss\u00f4mica recessiva com incid\u00eancia aproximada de 1 em cada 8000 nascimentos. Ela causa fraqueza muscular e perda progressiva do movimento. Isto ocorre devido \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas nervosas (neur\u00f4nios motores) ligando a medula espinhal aos m\u00fasculos do corpo. Como a liga\u00e7\u00e3o entre os nervos e os m\u00fasculos falha, os m\u00fasculos que s\u00e3o utilizados para atividades como engatinhar, andar, sentar-se e mover a cabe\u00e7a tornam-se progressivamente mais fracos e encolhem (atrofia). As habilidades mentais n\u00e3o s\u00e3o afetadas pela AME.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AME \u00e9 classificada de acordo com a idade em que os sintomas se desenvolvem e a sua gravidade:<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">* Tipo I &#8211; o tipo mais grave, se desenvolve em beb\u00eas com menos de seis meses de idade;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">* Tipo II &#8211; menos grave do que o tipo I, afeta beb\u00eas com 6-18 meses de idade;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">* Tipo III &#8211; o tipo mais brando que geralmente afeta as crian\u00e7as em torno da idade de tr\u00eas anos;<\/p>\n<p>* Tipo IV &#8211; afeta adultos.<\/p>\n<\/p>\n<p>Nos casos mais graves (tipos I e II), problemas respirat\u00f3rios fatais muitas vezes desenvolvem-se durante a inf\u00e2ncia. A expectativa de vida \u00e9 geralmente afetada em casos mais leves (tipos III e IV).<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AME \u00e9 causada por genes defeituosos, geralmente transmitidos a uma crian\u00e7a por seus pais. Os tipos mais comuns de atrofia espinal muscular &#8211; tipos I, II e III &#8211; s\u00e3o causadas por uma les\u00e3o no gene chamado <em>SMN1<\/em> no cromossomo 5q13. As pessoas que t\u00eam o gene defeituoso que provoca AME, mas que n\u00e3o t\u00eam AME s\u00e3o conhecidos como portadores. Ambos os genitores devem ser portadores do gene defeituoso para transmiti-lo para seus filhos e, nesse caso, h\u00e1 25% de chance de que a crian\u00e7a ser\u00e1 totalmente afetada pela AME. Aproximadamente 1 em cada 45 pessoas \u00e9 portadora de um gene <em>SMN1<\/em> defeituoso. AME tipo IV \u00e9 causada por defeitos em <em>SMN1<\/em> bem como em alguns outros genes.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os testes gen\u00e9ticos (moleculares) para a AME podem ser realizados antes, durante e ap\u00f3s a gravidez. Eles podem determinar se uma pessoa tem AME, ou se um casal est\u00e1 em risco de ter um filho com a doen\u00e7a.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Testes antes da gravidez:<\/span> caso exista uma preocupa\u00e7\u00e3o dos filhos herdarem a AME, os testes podem ser realizados para avaliar o risco de ter um filho com a doen\u00e7a. Isso envolve realizar um exame de sangue para identificar o gene <em>SMN1<\/em> defeituoso. Isto pode ser particularmente \u00fatil se um genitor tem um hist\u00f3rico familiar de AME ou, se j\u00e1 se sabe que um dos genitores \u00e9 portador do gene e, o casal gostaria de saber se o outro genitor tamb\u00e9m \u00e9 portador.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"\/pgd\/\" class=\"broken_link\">O diagn\u00f3stico gen\u00e9tico pr\u00e9-implanta\u00e7\u00e3o (PGD):<\/a>\u00a0\u00a0para os casais sabidamente em risco de ter uma crian\u00e7a com AME, o PGD pode ser uma op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Testes durante a gravidez (pr\u00e9-natal)<\/span>: os testes gen\u00e9ticos tamb\u00e9m podem ser realizados durante a gravidez para verificar se um feto vai desenvolver AME. Estes s\u00e3o muitas vezes utilizados para pessoas que j\u00e1 t\u00eam uma crian\u00e7a com AME pois, h\u00e1 uma chance de 25% de recorr\u00eancia em casais portadores do gene defeituoso.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Testes ap\u00f3s o nascimento:<\/span> se a AME n\u00e3o for diagnosticada antes do nascimento e uma crian\u00e7a tem sintomas t\u00edpicos da AME, h\u00e1 uma s\u00e9rie de testes que pode verificar a condi\u00e7\u00e3o. A maioria dos casos pode ser confirmada por teste gen\u00e9tico, que envolve a an\u00e1lise de DNA purificado de uma amostra de sangue para identificar o gene <em>SMN1<\/em> defeituoso.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os exames laboratoriais de eletromiografia e de biopsia muscular tamb\u00e9m s\u00e3o utilizados em alguns casos para confirmar o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um outro teste gen\u00e9tico que pode ser feito em paralelo com a identifica\u00e7\u00e3o do gene <em>SMN1<\/em> defeituoso envolve a quantifica\u00e7\u00e3o do gene <em>SMN2<\/em>. Esse gene fica adjacente e \u00e9 quase id\u00eantico ao gene <em>SMN1<\/em> por\u00e9m, ele n\u00e3o possui atividade significativa em indiv\u00edduos normais (e por isso \u00e9 tamb\u00e9m conhecido como pseudogene). Por esse motivo, indiv\u00edduos diferentes podem ter um n\u00famero de c\u00f3pias vari\u00e1vel do gene <em>SMN2<\/em> sem demais consequ\u00eancias. Contudo, em indiv\u00edduos afetados com AME, o n\u00famero de c\u00f3pias de <em>SMN2<\/em> influi no desenvolvimento da doen\u00e7a e \u00e9 parcialmente respons\u00e1vel pela variabilidade cl\u00ednica descrita acima uma vez que eles podem ser ligeiramente ativados. Por esse motivo, a quantifica\u00e7\u00e3o do n\u00famero de c\u00f3pias do gene <em>SMN2<\/em> em indiv\u00edduos afetados com AME tem import\u00e2ncia cl\u00ednica.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">Metodologia:<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isolamento do DNA gen\u00f4mico de leuc\u00f3citos. Amplifica\u00e7\u00e3o por PCR quantitativa de regi\u00f5es espec\u00edficas dos genes <em>SMN1<\/em>\u00a0 e <em>SMN2\u00a0 <\/em>e de genes de refer\u00eancia, que permite a quantifica\u00e7\u00e3o desses dois genes em quest\u00e3o.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">Coleta:<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para realizar o exame \u00e9 necess\u00e1ria a coleta de sangue perif\u00e9rico ou de saliva em coletor especial (deve ser requisitado \u00e0 Genomic).<\/p>\n<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">Prazos:<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados s\u00e3o enviados em 15 dias \u00fateis, contados a partir da data do recebimento do material.<\/p>\n<p><strong>A Genomic participou em 2014\u00a0 do XXVI Congresso Brasileiro de Gen\u00e9tica M\u00e9dica, que aconteceu em Fortaleza com o poster:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/genomic.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Poster-AME_CBGM2014.pdf\">Determina\u00e7\u00e3o do n\u00famero de copias dos genes SMN1 e SMN2 por PCR quantitativa.<\/a><\/p>\n<\/p>\n<p class=\"normalweb2\" style=\"text-align: justify;\">Para maiores informa\u00e7\u00f5es e valores\u00a0entre em <a href=\"\/contato\/\">contato<\/a> com a Genomic.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mar\u00e7o de 2017 o American College of Obstetricians and Gynecologists emetiu duas opini\u00f5es interligadas (OP1, OP2) sobre o rastreamento de atrofia muscular espinhal (AME) na popula\u00e7\u00e3o (americana, tamb\u00e9m aplic\u00e1vel \u00e0 brasileira). 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