Toxicidade do irinotecano

Toxicidade do irinotecano (Camptosar / Biotecan)

Atividade do gene UGT1A1

 

A uridina difosfato-glucuronil transferase 1A1 (UGT1A1) faz parte de uma grande família de enzimas que catalizam a glucuronidação de centenas de compostos, incluindo a bilirrubina, os hormônios esteróides e moléculas como paracetamol e morfina. Essa conversão permite que essas substâncias sejam eliminadas mais facilmente do organismo.

 

O gene que codifica para essa enzima, UGT1A1, situado no cromossomo 2q37, pode ser encontrado em formas variadas conforme o indivíduo, sendo elas  denominadas alelos ou polimorfismos que resultam em enzimas que possuem atividades distintas. Um grupo de polimorfismos ocorre no início (promotor) do gene UGT1A1, onde há uma série de sequências de dois nucleotídeos TAs repetidas. O gene normal possui seis TAs (TA)6, também conhecido como o alelo UGT1A1*1. Um outro alelo composto por sete (TA)7, denominado como UGT1A1*28  resulta em uma variante cuja enzima apresenta atividade reduzida. Pessoas tendo duas cópias do alelo UGT1A1*28 (homozigotos) têm glucuronidação diminuída e, consequentemente, a bilirrubina sérica aumentada.  Esta hiperbilurrubinemia é conhecida como síndrome de Gilbert sendo uma condição benigna que não está relacionada a sintomas além da icterícia ocasional.

 

Ainda, se indivíduos homozigotos para o alelo (TA)7 fizerem uso do irinotecano, droga antineoplásica empregada como terapia em pacientes com carcinoma metastásico de cólon ou reto, não irão eliminar adequadamente seu derivado ativo, SN-38, podendo ser acumulado em níveis tóxicos. A menor eliminação corporal do SN-38 leva a um risco aumentado em até 50% de desenvolver diarréia e neutropenia, além de mielossupressão, segundo alguns estudos. As frequências dos genótipos (TA)6/(TA)6,(TA)6/(TA)7 e (TA)7/(TA)7 de uma amostragem realizada na Genomic são 0,47, 0,39 e 0,07, respectivamente. Existem também os alelos (TA)5 e (TA)8 em frequências muita baixas. A presença do alelo (TA)8 eleva o risco de desenvolver toxicidade do irinotecano.

 

Em 2005 a FDA (Food and Drug Administration) dos EUA aprovou o uso desse teste para identificar pacientes portadores dessas variantes, permitindo que os médicos prescrevessem a dose apropriada desse medicamento, ou seja, um tratamento personalizado.

 

Metodologia:

Isolamento do DNA genômico de leucócitos. Amplificação por PCR de região específica do gene UGT1A1, seguida pela análise do tamanho do fragmento realizada em sequenciador automático de DNA.

 

Coleta:

Para realizar o exame é necessária a coleta de sangue periférico ou de saliva em papel filtro.

 

Prazos:

Os resultados são enviados em 10 dias úteis.

* O exame só será realizado mediante pedido médico.

Para maiores informações e valores entre em contato com a Genomic.