Teste de sensibilidade ao Tamoxifeno

Atualmente, o conhecimento das bases moleculares do câncer antes da escolha do tratamento é fundamental. A escolha da melhor droga também está sendo baseada em características genéticas do paciente que influenciam a resposta aos remédios e a capacidade de suportar efeitos colaterais.

 

O Tamoxifeno ainda é a terapia hormonal com o efeito mais marcante sobre a sobrevida dos pacientes com câncer de mama hormônio-dependente (tumores cujo crescimento depende de estímulo hormonal), reduzindo o risco anual de recorrência em 39% depois de cinco anos de tratamento. É um modulador seletivo de receptor de estrogênio que inibe os efeitos do estrogênio endógeno, provavelmente pela ligação com seus receptores. Age como um anteparo, como se fosse um escudo, e reduz, assim, o tamanho do tumor.

 

Cerca de 70% dos casos de câncer de mama são positivos para os receptores de estrogênio. Entretanto, existe uma variabilidade individual quanto ao grau de resposta e cerca de metade dos tumores com receptor de estrogênio positivo não responde à terapia frente a esta droga.

 

O Tamoxifeno é um pró-fármaco que requer ativação metabólica para realizar sua atividade farmacológica. Sua biotransformação em endoxifeno é dependente da subunidade 2D6 do citocromo P450 (CYP2D6), cujo gene apresenta vários polimorfismos que reduzem a atividade metabólica dessa via biológica, resultando em menores níveis de seu produto ativo e, consequentemente, da resposta terapêutica.

 

A presença de determinadas variações genéticas resultam em atividades metabólicas distintas:

 

Metabolizador Lento – não produz a forma ativa da enzima –> perda significativa da eficácia terapêutica;

Metabolizador Intermediário – produção reduzida das enzimas com atividade normal –> prevê-se uma menor quantidade de fármaco ativo;

Metabolizador Normal – produz a forma ativa da enzima –> na ausência de inibidores da CYP2D6 a resposta ao tratamento corresponde ao esperado.

 

Os resultados clínicos dessa terapia são influenciados por diversos fatores, tais como o genótipo metabolizador CYP2D6, aderência ao tratamento, administração simultânea de drogas que podem inibir a conversão do Tamoxifeno em metabólitos ativos, além de outros mecanismos de resistência molecular.

 

Metodologia:

Isolamento do DNA genômico de leucócitos. Amplificação por PCR do gene CYP2D6 seguida análise dos polimorfismos em sequenciador automático de DNA.

 

Coleta:

Amostra 4,5 mL de sangue periférico em um tubo de coleta a vácuo com anticoagulante EDTA (Vacutainer de tampa roxa).  Amostra de sangue deve ser enviada em até cinco dias e conservada em temperatura ambiente. Para coleta de saliva, entrar em contato com a Genomic.

 

Prazos:

Os resultados são enviados em 07 dias úteis, contados a partir da data do recebimento do material.

 

* O exame só será realizado mediante pedido médico.

 Para maiores informações e valores entre em contato com a Genomic.